A falta de segurança, que culminou com a morte do vigilante Maurício Lopes da Silva, de 35 anos, motiva um protesto esta manhã no Real Hospital Português, na Ilha do Leite. O segurança morreu no final do mês de abril depois de ser baleado numa troca de tiros travada com assaltantes que invadiram a agência do Banco Itaú instalada na unidade de saúde.
A manifestação, que acontece na calçada da unidade de saúde, é realizada pelo Sindicato dos Vigilantes de Pernambuco. Com faixas, eles vão ao centro da Avenida Agamenon Magalhães durante o fechamento do semáforo de trânsito, para chamar a atenção da população sem interferir no tráfego. Familiares do segurança participam do protesto. Maurício, que trabalhava há quase 11 anos como vigilante e há apenas cinco meses no local, foi atingido por três tiros. Dois foram retidos pelo colete à prova de bala, mas um atingiu as costas dele, pouco abaixo do pescoço, perfurando o coração e todos os órgãos vitais. Maurício chegou a ser encaminhado ao centro cirúrgico, mas não resistiu. Pelo menos cinco homens participaram da ação que levou pânico aos pacientes e funcionários do local. Por volta das 11 h, dois homens invadiram a agência e renderam um dos vigilantes, enquanto outros três davam cobertura. Maurício tentou impedir o assalto, mas foi surpreendido pelos tiros. No tiroteio, três pessoas ficaram feridas. A recepcionista Evandra de Assis Cabral Silva foi atingida por dois tiros na perna esquerda e não corre risco de morte. O maqueiro José Ailton Barbosa de Góis levou um tiro no pé e recebeu alta ontem à noite. Um homem, de identidade não revelada, foi baleado no braço esquerdo, abdômen e tórax. Ele passou por cirurgia e segue em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele seria um dos cinco suspeitos envolvidos no assalto. A polícia encontrou amostras de chumbo nas mãos dele. Com informações do repórter Raphael Guerra |
Fonte: Diário de Pernambuco |
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