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CUT requer protagonismo do Senado no tema da terceirização

CUT requer protagonismo do Senado no tema da terceirização

Em diálogo com senadores, Central diz que Casa tem obrigação de fazer diferente do que fez a Câmara

Em conversa com a bancada de senadores do PT, a CUT reivindicou que os parlamentares conduzam a discussão sobre a regulamentação da terceirização de maneira democrática, ao contrário do que fizeram os deputados na Câmara.

Presidente nacional da Central, Vagner Freitas, ressaltou que o Senado não pode se restringir ao papel de referendar os ataques aos direitos trabalhistas comandados pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Queremos uma discussão aprofundada com a sociedade, que não aconteceu na Câmara. Mais uma vez afirmamos que nossa luta é para regulamentar e ampliar o direito de 12,7 milhões de terceirizados e não para terceirizar a atividade-fim e rebaixar os direitos de quem já é contratado direto", voltou a defender.

Após o PL 4330 (projeto de lei), que amplia a terceirização para todos os setores da empresa, ser aprovado na Câmara, o texto chegou ao Senado e será discutido como PLC 30. Antes de ir à votação, o tema passará por cinco comissões.

"Cobramos que a construção de um projeto considere os preceitos da regulação e não dos ataques às nossas conquistas", disse Vagner.

O dirigente também reafirmou a posição contrária da CUT às medidas provisórias 664 e 665, que restringem o acesso a direitos trabalhistas como seguro-desemprego e o abono salarial.

Ele cobrou que o governo retire os pontos de pauta e leve ao Fórum de Debate sobre Políticas de Emprego, Trabalho, Renda e Previdência Social, que deve ser instaurado no início de junho e terá seis meses para apresentar propostas discutidas entre trabalhadores, patrões e governo.

"O governo errou na forma e conteúdo, porque além das MPs não terem sido discutidas com a sociedade, o ajuste fiscal do Levy (Joaquim Levy, ministro da Fazenda) não aumenta a arrecadação."

Fonte: CUT

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