Os trabalhadores brasileiros se mobilizaram nesta terça-feira (16) em pelo menos 12 estados brasileiros para se manifestar contra as reformas planejadas pelo presidente interino Michel Temer para a Previdência Social e leis do trabalho. Para os dirigentes, os anúncios de Temer e os projetos no Congresso Nacional podem anular a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Os sindicalistas afirmam que Temer aderiu à pauta dos patrões.
Por Railídia Carvalho
“Eles querem vender os direitos sociais e trabalhistas, querem lotear os direitos da classe trabalhadora”, acrescentou o dirigente.
Governo ataca direitos
Para o presidente da CTB da Bahia, Aurino Pedreira, a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), a Fecomércio (Federação do Comércio) e as grandes empresas apoiam o presidente interino Michel Temer porque perceberam que estavam criadas as condições para diminuir direitos trabalhistas.
“Os setores empresariais fizeram uma grande campanha nacional em cima dessa questão do pato, dizendo que eles não iriam pagar o pato. Nós estamos dizendo que não vai ser a classe trabalhadora que vai pagar o pato”, disse Guiomar Vidor, presidente da CTB-Rio Grande do Sul e da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços (Fecosul).
O ato realizado em Belém reuniu CUT, CTB e diversos sindicatos de trabalhadores, entre eles os bancários, trabalhadores da saúde e dos correios.
No Ceará o ato reuniu na tarde desta terça-feira manifestantes na praça da Bandeira e seguiria em caminhada pelas ruas do centro com a realização de um ato político na praça do Ferreira.
